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Ainda Que Tardia

Para quem tem sede de liberdade

Curso de Marketing Digital para Produtores Locais, Pequenos Empreendedores e Startups

Belo Horizonte está fervendo com a cena de Produção Local. Para quem ainda não foi introduzido ao termo, convencionou-se chamar de Produtores Locais os microempreendedores que criam, produzem e vendem localmente – muitas vezes de forma artesanal. Essa valorização da produção local é uma tendência mundial, que busca empoderar quem movimenta a economia localmente, gerando empregos e criando um ecossistema que compra de quem é pequeno, em vez de direcionar o dinheiro a grandes corporações multinacionais.

>>> Veja aqui o conteúdo do curso de Marketing Digital para Produtores Locais <<<

Quando você compra de um pequeno negócio você não está ajudando um CEO a comprar sua terceira casa de campo. Você está ajudando uma menininha a ter aulas de dança, um garotinho a jogar futebol, um pai e uma mãe a colocar comida na mesa. Obrigada por comprar localmente.
Quando você compra de um pequeno negócio você não está ajudando um CEO a comprar sua terceira casa de campo. Você está ajudando uma menininha a ter aulas de dança, um garotinho a jogar futebol, um pai e uma mãe a colocar comida na mesa. Obrigada por comprar localmente.

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Não é com você, é comigo

Você já deve ter escutado essa frase, provavelmente em um término de relacionamento: “Não é você, sou eu…”. Eu achava que fosse uma mera desculpa (e para algumas pessoas talvez seja), mas hoje entendo a verdade que essa expressão pode carregar. Quando assumimos a responsabilidade da autonomia das nossas ações e escolhas, nada mais se torna culpa do outro. Nada que a outra pessoa disser ou fizer, poderá ser usado como justificativa para nossos atos ou escolhas. E isso é altamente assustador para a maioria de nós.

Quando comecei esse blog e a proposta de investigar a liberdade, logo uma amiga me apontou na direção de Jean Paul Sartre. Sartre afirma que o homem aliena-se (ou seja, abre mão) da própria liberdade por não suportar o peso das próprias escolhas. Quantas vezes fazemos isso diariamente? Estamos chateados porque alguém fez algo conosco, ou algo aconteceu com a gente. Ou seja: atribuímos a algo externo o poder de mudar algo em nós. Na maior parte das vezes não percebemos que a nossa reação a um fato que acontece conosco nada tem a ver com o fato em si, e que temos escolha sobre nossa ação ou re-ação. E que todo o poder sobre nossa mudança, ou não-mudança está em nós mesmos.

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O que é massagem tântrica e onde encontrar

Encontrei com a terapeuta em um restaurante perto da casa dela. Uma israelense linda, de cabelos cacheados e ar autoconfiante. Subimos a ladeira rumo a um bangalô com vista para o mar, de tirar o fôlego. Ela me conduziu a uma sala já preparada para me receber, com velas, flores e incenso – que ela disse ter escolhido especialmente para mim, que brasileiros geramente gostavam daquela fragrância. Eu tinha decidido fazer uma massagem tântrica, sem saber direito o que viria daquela experiência. Tinha visto alguns vídeos na internet, mas não sabia se seria da mesma forma. Ela me acolheu, conversando comigo e me sugerindo colocar uma intenção na massagem. O que eu queria trabalhar em mim através daquela experiência? Decidi que era a autoconfiança e amor próprio. Contei a ela um super resumo da minha história, ela me convidou a tirar as peças de roupa simbolizando cada um dos sentimentos que eu não queria mais. E começou uma das melhores experiências da minha vida.

Essa descrição que fiz é realmente da primeira vez que experimentei massagens tântricas. De lá para cá já foram meia dúzia de terapeutas diferentes, homens e mulheres (e casais juntos) , com diferentes técnicas e formas de abordagem. Em comum a todas: é uma jornada de autoconhecimento e descoberta do próprio prazer e aceitação. O nome massagem tântrica não é exatamente fiel, apesar de ser o mais usado. Aparentemente não há nos tantras, os textos milenares que descrevem a tradição tântrica, qualquer menção a técnicas de massagem. Convencionou-se dizer massagem tântrica às técnicas que envolvem massagens genitais e movimentação de energias. O nome mais apropriado para tais técnicas seria massagem erótica ou massagem genital – lingam (órgão sexual masculino) ou yoni (órgao sexual feminino) – entretanto, corre-se o risco de confundir-se com massagens com “happy ending”, cujo objetivo é unicamente o orgasmo – o que não é o caso de uma massagem tântrica.

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A volta de uma viagem transformadora

Fazer uma viagem transformadora é algo maravilhoso. Muita gente exalta as vantagens de se passar um tempo fora do país, de sua própria cultura – não como turismo, mas morando em outro lugar, vivenciando outras culturas. Já há algum tempo vemos um movimento de pessoas que procuram fazer viagens longas – seis meses, um ano ou mais, morando fora para conhecer, estudar ou trabalhar em outra realidade. As histórias que vemos mostram como essas experiências fora do contexto social e cultural que fomos criados provocam mudanças em quem experimenta: de aparência, corte de cabelo, peso, roupas, a outras mais profundas, mas difíceis de captar com um primeiro olhar ou primeira conversa. Falamos dessas viagens e como elas podem transformar a vida de alguém, mas esquecemos de falar da volta de uma viagem transformadora, que pode ser tão ou mais difícil que os desafios enfrentados na viagem, e trazer tantos aprendizados quanto.

Eu morei quase dez meses na Tailândia. A princípio seria uma viagem de três meses, mas quando estava próximo do fim, resolvi ficar. Sabia o quão valiosas estavam sendo para mim para mim os aprendizados que eu estava vivenciando. Mudei de dieta – quase exclusivamente vegetariana agora, uma mudança enorme para uma carnívora convicta. Mudei de crenças, abarcando uma espiritualidade não-religiosa. Mudei de hábitos diários, incluindo yoga e meditação quase diariamente. Mudei de peso e aparência, reflexo de estar me amando e me cuidando melhor. Mas o mais importante: adquiri um novo kit de ferramentas para me relacionar comigo e com os outros.

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Conto de regresso

Parada do ônibus. Alguma cidadezinha de interior que não me preocupei em identificar, já sabia o mais importante sobre ela: encravada no mar de montanhas do sul de Minas Gerais. Depois de mas de 60 horas de viagem voltando para o Brasil, se existia um pedido apenas que eu poderia fazer a Deus, era: pão de queijo com linguiça.

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Se você nunca viajou de carro pelo interior de Minas, não tem noção concreta do que estou falando: o pão de queijo mineiro, desses de lanchonete de beira de estrada, combinado com aquela linguiça caseira feita na chapa, mineiramente levemente apimentada, é algo que pertence aos manjares dos panteões divinos. Se existe algo nessa vida pela qual vale a pena não ser vegetariano ou vegano é a linguiça caseira mineira e o queijo minas frescal.
Ao entrar logo perguntei ao senhorzinho da porta que distribuía os papéis de controle de consumo se eu conseguiria encontrar tal iguaria naquele estabelecimento. Ele me apontou na direção do balcão, um chapeiro simpático, cara e sorriso de mineiro na casa dos 40 anos me perguntou o que eu queria.

Pedi o tão desejado, sonhado há nove meses longe do Brasil, “pão-dgi-queij com linguiça”, despertando meu mineirês adormecido. Ele apontou um pão francês com mortadela de Bragança que era visualizado num cartaz. Sul de Minas tem hora que parece São Paulo. Neguei, disse que o que procurava era o legítimo lanche mineiro. Ele entendeu na hora. Perguntei da origem da linguiça: “é caseira?” Ao que ele me respondeu no melhor mineirês sobre a qualidade da mesma: “é boa”. Saiu para preparar, mas não sem antes se voltar pra mim e acrescentar: “com queijo?” Oras, faça-me o favor, que pergunta mais descabida “macaco-quer-banana”. Sorri de orelha a orelha feliz com a lembrança do moço (em Minas não importa a idade, todo mundo é moço ou moça). Perguntei pela qualidade: “daqueles bem mineiros, né, moço, frescal e tudo”. Ele pra evitar quaisquer mal entendidos na comunicação, buscou o famoso em questão e me exibiu, orgulhoso e satisfeito: “olha aqui”. Continuar lendo “Conto de regresso”

Meus segredos para viajar meses gastando pouco

Pois então, já estou há mais de um ano fora de Belo Horizonte, nove meses (!) numa ilha paradisíaca no sul da Tailândia. Sou rica? Na-na-ni-na-não, muito pelo contrário. Então como consigo viajar esse tempo todo sem ter muito dinheiro? Pois é possível viajar barato (ou até mesmo de graça!), usando uma série de ferramentas que permitem que você conheça novos lugares, novas pessoas, aprenda e ainda economize dinheiro. Listo aqui meus segredinhos para conseguir passar tanto tempo viajando, além de continuar trabalhando mesmo na estrada.

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Hospedagem de graça ou super barata

1. Couchsurfing

O objetivo do Couchsurfing não é dar hospedagem de graça, mas fornecer uma ferramenta de economia compartilhada e trocas culturais: hospedando alguém ou sendo hospedado você tem chances de conhecer a cultura de outros países de um jeito super divertido e econômico. Eu participo da rede desde 2009 e usei para viagens no Brasil e hospedei alguns estrangeiros. Mas tem gente que viaja o mundo usando o CS e são sempre experiências incríveis.

 

2. Guest to Guest

Já ouviu falar de Home Sharing? A ideia existe há tempos e já virou até assunto de filme:

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9 Cursos para mudar de vida

“Tudo é prego para quem só tem martelo”. Eu amo essa expressão desde que a ouvi pela primeira vez, e o significado é: se você só conhece uma ferramenta, todos os problemas parecem ter essa ferramenta como solução. Mas claro que não é verdade. Temos diferentes personalidades, caraterísticas, situações de vida e obviamente, problemas diferentes. Por isso resolvi listar aqui 9 diferentes lugares onde você pode aprender coisas para mudar sua vida.

Se você está cansado de viver a vida do jeito que sempre viveu e está procurando uma mudança radical na sua forma de ver o mundo, trabalhar e viver sua vida, está lendo o post certo. Eu fiz essa mudança há um ano (e ainda estou no processo dela). Mas nem sempre é fácil mudar quando a gente nem sabe o que quer, ou conhece alguma técnica que pode ajudar nessa mudança de vida. Reuni aqui alguns cursos que podem te ajudar a provocar essa transformação tão sonhada.

Parece fácil, mas se assim o fosse, todo mundo conseguiria mudar de vida num estalar dos dedos. Nesses cursos o que você vai aprender principalmente é o mindset necessário para enxergar melhor qual caminho é melhor para você chutar o balde e ser mais feliz. Cada um tem seus interesses específicos então tentei abarcar vários gostos diferentes (de empreendedorismo a educação, passando por espiritualidade e sexualidade), para oferecer soluções diferentes para estilos individuais.

 

1. Meditação na Arte de Viver

Mindfullness caiu nas graças do mundo corporativo já há algum tempo. Vários empreendedores já declararam utilizar algum método de meditação para ajudar nos negócios. Pra além disso, meditação pode definitivamente mudar vidas. Parte da minha transformação pessoal se deu por ter começado a meditar em 2014, na Sahaja Yoga em Belo Horizonte (que ensina meditação de graça, vai lá se você está em BH). Se você vai entrar de férias ou quer aproveitar um feriado e esse é um assunto que te interessa, você pode querer fazer um curso de meditação na Arte de Viver. Eles são uma instituição mundial e oferecem diversos tipos de cursos de espiritualidade, sendo os de meditação os mais famosos.

 

2. Descobrir o que fazer da vida no Gap Year do UnCollege

O UnCollege é um programa de hackschooling que surgiu nos EUA em 2013 e está também no Brasil, em Ilhabela, desde 2014. Eles tem um programa chamado Gap Year – é um ano sabático de aprendizado. Eles tem um processo de quatro fases de três meses cada (Imersão – Launch Phase, viagem, estágio e projeto), no qual ajudam qualquer pessoa a aprender a aprender, através de ferramentas de autoconhecimento e produtividade. Além disso, ensinam também algumas habilidades úteis para o mercado e a vida moderna. Eu fiz esse programa e foi mais um das minhas ferramentas de mudança de vida. Super recomendo.

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Dia internacional da Yoga na Tailândia

A primeira vez na vida que fiz uma aula de yoga foi há um ano atrás. Eu ainda não sabia, mas seria algo que iria ajudar a mudar minha vida. Depois da primeira aula eu continuei testando aulas aqui e ali, estilos e professores diferentes, mas não tinha me comprometido ainda com isso. Isso mudou quando ouvi a palestra do Swami no primeiro dia do curso intensivo de um mês de yoga aqui da Agama Yoga, que fica em Ko Phangan, na Tailândia. O resto da história eu já contei por aqui. E a escola resolveu participar do Dia Internacional da Yoga, oferecendo várias atividades super legais, todas de graça (comida inclusa!) durante um dia inteiro, no dia 21 de junho.

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O que você deixa de fora do seu currículo?

Eu sou muito boa em fazer currículos. Lá com meus 18 anos, sem experiência e apenas com alguns cursos profissionalizantes para tentar conseguir um emprego, tive que aprender a ser criativa para pelo menos ser chamada para entrevistas. E olha, fiz muitos currículos e muitas entrevistas. Provavelmente foi isso que me ajudou a desenvolver essa habilidade, e hoje se você olha minha conta no Linkedin dá pra ver que eu acabei caminhando bem nessa estrada.

Mas há cerca de um ano resolvi fazer diferente e publicar um descurrículo. De repende me dei conta que desde os meus 18 anos eu venho acumulando toda sorte de experiências variadas que teoricamente não servem para o mercado de trabalho. Bom, teoricamente, apenas. Porque o acúmulo dessas experiências, o prazer que elas me proporcionaram e as outras habilidades que essas experiências me fizeram aprender, servem e muito para qualquer tipo de trabalho que eu resolva fazer. Ele já está desatualizado, porque no último ano tanta coisa incrível me aconteceu!

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